Referência no time do CSA, campeão alagoano,
o meia Jean Carlo continua a todo vapor
mesmo aos 37 anos! Com passagens por grandes
clubes como Palmeiras, Cruzeiro e
Fluminense, o jogador paranaense também
atuou em 10 estados defendendo 16 camisas ao
longo de quase 20 anos de carreira
profissional. Neste bate-papo por telefone,
ele conta como foi ajudar o ‘Azulão’ a
quebrar o jejum de 9 anos sem o titulo
estadual. Agora Jean se transferiu para o
rival CRB em busco do tão sonhado lugar na
divisão de elite do futebol brasileiro.
Confira a entrevista.
Qual a sensação de ser campeão alagoano pelo
CSA, quebrando o tabu de 9 anos sem títulos
estaduais?
A satisfação é muito grande, mas foi muito
difícil, especialmente na preparação, onde
tivemos dificuldades. Treinamos nos campos
das empresas daqui de Maceió, desde o começo
os torcedores estavam cobrando, carentes de
títulos. Superamos as dificuldades no 2º
turno onde tivemos um rendimento melhor, nos
empolgamos e ganhamos.
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Jean Carlo levantando a taça de
campeão alagoano 2008 |
O técnico Flávio Barros teve o bom senso de
te escalar como meio-campista mais avançado,
numa situação onde você pudesse soltar sua
criatividade sem precisar marcar muito. Como
foi compor o meio-campo com Matheus, Ricardo
Miranda e Magno?
Sim, jogamos num 4-4-2, três volantes que
saiam bastante para o jogo e eu como quarto
homem no meio-campo. Deu tudo certo.
E como é o clássico local contra o CRB?
No estádio Rei Pelé foi disputado (1 a 1),
não teve violência e a partida foi de
qualidade (CSA e CRB também se enfrentaram
no estádio Coaracy da Mata pela 5ª rodada do
2º turno).
Gostou do nível técnico do Campeonato de
Alagoas?
Sem dúvida, a qualidade técnica aqui é muito
boa, todos os jogos são difíceis. Quando
cheguei não esperava tanta qualidade, mas
aqui têm boas equipes no interior, campos
com boas condições, sem problemas. O único
campo ruim era do Penedense (Em Penedo, há
155 Km da capital, Maceió).
Qual o segredo para jogar em bom nível e
triunfar aos 37 anos?
Muito trabalho. Eu também tive bons
preparadores físicos ao longo da minha
carreira e isso contribuiu também. É
importante saber trabalhar e dosar o ritmo
de jogo.
Qual o melhor treinador que você trabalhou
nesses 20 anos de futebol?
Vanderley Luxemburgo. Tive grandes técnicos
como Parreira, Leão e Vadão, mas o Vanderley
foi o melhor deles.
Era difícil achar espaço pra jogar numa
equipe como o Palmeiras de 93, com Mazinho e
Zinho no auge e Edílson ‘bombando’, não era?
Sim, esse foi o motivo de eu ter ido para o
Cruzeiro na época. Eu fiquei um ano como
reserva do Palmeiras, o Vanderley não queria
me liberar, mas aceitei ir para o Cruzeiro
porque sabia que teria espaço para jogar.
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Jean Carlo nos tempos de Palmeiras:
aparecendo na revista Placar |
Um treinador que sempre teve muita estima
por você e sempre demonstrou isso
publicamente, inclusive em mesas redondas na
TV, foi o Emerson Leão.
Várias vezes ele me indicou para as
diretorias dos clubes onde trabalhou, mas
muitas vezes não era possível o acordo.
Você se formou no Paraná e tem jogado
bastante em clubes nordestinos. Quais as
diferenças básicas, dentro de campo, entre o
futebol no Sul e Nordeste do país?
No sul os jogos são de muita força e aqui o
ritmo é mais veloz e a técnica se sobressai
mais nas partidas.
Nome:
Jean Carlo de Souza
Data de Nascimento:
02 de abril de 1971, em Cascavel (PR)
Clubes:
Cascavel (1989), Matsubara (1990 à 92),
Palmeiras (1992 à 94), Cruzeiro (1994),
Juventude (1995), Atlético/PR (1996),
Guarani (1997 à 1999), Fluminense (1999),
Vitória (1999), Santa Cruz (2000), Santo
André (2001/02), Vila Nova/GO (2003), Paraná
(2004), Ulbra/PR (2005), ABC (2006/07), CSA
(2007/08) e CRB (2008).